CHEGA! Vamos Quebrar Este Tabu!

 

(Tempo de Leitura: 3 Minutos)

 

Um dos maiores erros que as pessoas cometem é não traçar um cenário realista do que REALMENTE pode impactar em suas vidas. Um dos maiores exemplos são os filhos. Poucos são aqueles que colocam na ponta do lápis qual é o custo de um filho antes de ter um. Mesmo aquele que acreditam que estão preparados, tomam esta iniciativa mais pelo lado emocional do que racional.

 

Antes que você comece a vociferar, aqui não estamos falando sobre a questão EMOCIONAL de ter filhos. Isso é muito subjetivo e imensurável. E quando o papo sobre filhos vai pro lado emocional, termina em uma conversa improdutiva. O que é abordado aqui é o lado que pode ser mensurado. O lado financeiro. E inevitavelmente o lado financeiro, ou seja a FALTA de dinheiro, é o que costuma acabar com a vida de várias pessoas. Afinal, goste ou não, vivemos em uma sociedade capitalista e o dinheiro é sim algo importante.

 

Outro ponto que poucas pessoas NÃO param pra pensar se é financeiramente viável no momento ou não é o casamento. Mais uma vez a maioria das respostas são voltadas pro lado EMOCIONAL. Aqui não cabe mencionar o lado psicológico e sim os números por trás. Você está realmente preparado para assumir esta responsabilidade e este risco? E quando eu digo risco, não estou falando apenas o risco psicológico/emocional de um casamento frustrado. Estou falando TAMBÉM do risco de perder 50 % do patrimônio (fora o valor mensal de uma pensão).

 

Pare um pouco de ler este texto e faça uma pequena reflexão rápida. Lembre de seus parentes e amigos. Quantas pessoas tiveram as finanças abaladas por causa de um filho mal planejado ou um divórcio? Estes assuntos são tabus mas NÃO DEVERIAM SER. Ao menos não devem ser para você que se preocupa com sua jornada de independência financeira ao longo prazo.

 

Já escrevi um post sobre a taxa de divórcios ao redor do mundo. Na média, é como se você jogasse um cara ou coroa. 50% de dar certo e 50% de dar errado. Você apostaria seu futuro financeiro nestas probabilidades? Muito mais fácil você considerar a insegurança e incerteza deste cenário padrão (os dados comprovam isso) do que você imaginar que seu caso é diferente.

 

Esteja preparado para o que efetivamente pode acontecer. -“Ah eu sou a exceção…” Será que é mesmo? É muito mais fácil você observar ao seu redor para as pessoas que seguiram o mesmo caminho e o que aconteceu com elas. Analise os fatores comuns que levaram as pessoas a serem bem sucedidas naquela área e também os indícios do que levaram outras ao fracasso.

 

Nao há uma receita de bolo para evitar 100% dos erros, mas existem premissas que aparentam ser básicas para qualquer sucesso – pessoal ou profissional.

 

Uma das formas de diminuir esta curva de aprendizado é justamente utilizando os erros (e acertos) dos outros e colocando eles em seu favor. É menos custoso e mais eficiente. Um dos maiores problemas a este tipo de mentalidade é justamente o “- Ah mas eu sou diferente, eu sou a exceção e isso não se encaixa a mim…” São essas pessoas que vão aprender da maneira mais demorada e traumática: através dos erros próprios. Exatamente os mesmos erros que outros cometeram mas que ela insistia que não se aplicava a ela.

 

Portanto, o que eu recomendo é uma dose de realismo. Encare o mundo como ele é e você vai começar a prosperar de uma forma nunca antes vista. O impacto que isto causa em seu ego pode parecer cruel a primeira vista, mas no longo prazo vai apresentar frutos inestimáveis. Não estou falando para ser pessimista ou uma vítima do sistema. Estou falando para você ter uma vida realista, e por conta do realismo e da sua compreensão sobre a realidade, você pode esperar um futuro muito melhor para si e para aqueles quem você ama.

 

Me considero um realista otimista e acredito que esta seja a melhor forma de encarar o mundo até então. Qual é o seu posicionamento a respeito? Me conte, quero saber!

 

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12 thoughts to “CHEGA! Vamos Quebrar Este Tabu!”

  1. Um filho da classe média e média alta está extremamente caro no Brasil.
    Eu não tenho coragem de ter filho aqui nesses valores atuais.
    Quanto a casamento, só vou casar se for em separação de bens.
    Não há a menor probabilidade de casar fora dessa condição.
    E camisinha homem pode usar sempre que quiser.

    Boa parte dos divórcios vem da infidelidade dos homens.
    Acho que o marmanjo que decide se casar poderia decidir ser fiel dali pra frente também.
    Casar e se manter casado é uma escolha racional.
    Divórcio é uma grande causa de quebradeira por aí.

    Abraço!

    1. Grande Frugal, obrigado pelos comentários meu nobre. Estava sumido. Seja sempre bem vindo por aqui!

      Em relação aos seus comentários, concordo que os filhos custam muito caro e poucas pessoas tem reais condições de sustentá-los, principalmente nos patamares dos preços atuais. E casamento eu vejo que é o único contrato entre as partes que se uma parte não cumprir o acordo, mesmo assim quem CUMPRIU será punido. Meio maluco isso, então só entra quem quiser…

  2. TR,

    O que você aborda no post é fato! Que tal um post mostrando como deve ser feito o planejamento para aqueles que querem casar ou ter filhos? O Uó tem uns posts sobre os gastos com o filho dele.

    Abraço!

    1. Fala BPM, é uma ótima ideia.

      Só que a premissa inicial é o que você quer para o seu filho. Tem pessoas que são extremamente exigentes – como eu. Tem outras que se colocarem a criança no mundo e ela ter o básico (alimentação, roupas, uma escola pública, etc) já estão satisfeitas. O ponto de partida de cada um já é muito subjetivo. Assim como o casamento. Tem pessoas que se tiver um teto (ou nem isso) já estão felizes. Outras são extremamente exigentes e querem além de um lugar para morar, requisitos mínimos para que um matrimônio valha a pena.

      Mas como disse inicialmente, é uma ótima ideia. Vou pensar como escrever algo a respeito, sem deixar muito subjetivismo – que acaba tornando qualquer debate muito vago e nebuloso.

      Abração!!

      1. Então, escreva para o publico exigente. Esse outro público que você citou, nem se preocupa com planejamento, muito menos lê a blogosfera kkkkk

      2. Dentro da própria blogosfera as opiniões são bem diferentes. Os comentários deste post já demonstram isso. E estamos falando de pessoas que possuem um interesse comum: independência financeira. Ou seja, já estamos falando de um público extremamente seleto e que mesmo assim apresenta uma opinião binária em relação ao tema. Será um desafio interessante!

  3. mulher trai muito, só para ficar claro !!! rsrs questão de filhos não vou falar, mesmo porque já tenho, para mim foi planejado, acho que o problema seria se eu tivesse 2, 3 filhos como muitos por ai. Já a questão do casamento, quem se ferra sempre é o Homem, pois quando ele tá apaixonado diz que sua mulher é rara e diferente das outras, a maioria dos homens tem medo de propor casamento com separação (um primo meu fez essa proposta e dentro do cartório tomou um tapa na cara da noiva kkk), enfim acho que a nova geração já está mais esperta…

    1. Fala Stifler!

      Caramba, se eu tivesse no lugar no seu primo, obviamente eu falaria isso ANTES do cartório. Mas se minha noiva me desse um tapa na cara na frente de todo mundo, eu não assinaria o papel.

      Pensaria eu: imagina quando estiver efetivamente casado… o que ela vai fazer?!

      Além do que, quando uma pessoa fica muito relutante e completamente nervosa com uma situação, é porque você está exatamente na ferida dela. Por qual motivo uma pessoa é tão intransigente com separação total de bens?? Hmmm.. eu desconfiaria,

      Mas talvez eu seja muito desconfiado. Ou não hehehe

      Forte abraço!!

  4. Olá TR,

    Parabéns pelo post.
    Como você já sabe, eu já fui casado. No meu ponto de vista, foi a pior coisa que fiz na minha vida e a melhor foi me separar. Antes disso pretendia ter filhos, mas depois dessa experiência e observar as pessoas por aí não pretendo casar e nem ter filhos. No meu ponto de vista não compensa casar. Como você falou, é uma loteria. A chance de se separar é bem maior do que ficar casado.

    Abraços.

    1. Olá Cowboy, obrigado pelo elogio.

      Que comentário fantástico, meu caro. Isso é muito importante, o feedback de quem já passou pela situação. Fantasias eu deixo para os filmes de comédia romântica. A realidade é bem diferente…

      Forte abraço!

  5. A coisa que eu acho mais engraçada é como o discurso do matrimônio é socialmente virtuoso, e o da solterice, não. Já repararam como quando a família está reunida (tias, avós, primos, pais, etc.), você, o solteirão ,SEMPRE é atingido, de forma direta e indireta pelo discurso do casamento? Quer dizer, to no meu canto, no alto dos meus trinta poucos anos, de boas, tomando uma birita e passando os crushs pelo instagram e vem aquele parente mala e solta: “Quando o sobrinho vai casar? E aí, fera, quando vai desencalhar? Meu filho é muito exigente.”

    Você não vê ninguém defendendo o discurso da solterice, porém, a defesa do casamento é moralmente aceita por todos. Por que será? Eu tenho uma teoria.

    Ocorre que grande parte da população faz apenas o que é conveniente. Em um MUNDO de possibilidades, elas dificilmente irão escolher algo muito diferente do que está próximo delas (amigos, bairro, vizinhos, cidade família). O quanto das suas escolhas são genuinamente suas, e o quanto são exógenas? Vá lá, até entendo que na época de nossos pais, as opções eram realmente limitadas. Porém, nos dias, de hoje, temos um UNIVERSO de possibilidades e informações.

    E por que elas escolhem dessa maneira? Por que são essencialmente emocionais. Existe uma correlação negativa entre a proximidade das mulheres dos seus 3(X) anos (idade teoricamente biológica para ter filhos) e a qualidade do homem a ser o provedor/marido: chega uma hora que qualquer otário serve. Tudo para seguir o padrão socialmente aceito. Daí, o que corrobora minha teoria da conveniência, é a quantidade de mães solteiras que estão por aí, pais solteiros que se comportam como adolescentes pois casaram muito cedo, aniquilação de patrimônio, pensão, processos, guarda compartilhada, uma tempestade de merda sem fim…

    …people don’t do what they believe in
    They just do what’s most convenient, then they repent

    – Bob Dylan

    PS: Desculpa o textão. Acompanho o site faz pouco tempo e é a primeira vez que comento. Parabéns pelo conteúdo!

    Amplexos!

    1. Capitalista Marginal, que comentário repleto de valor. Você trouxe sua opinião devidamente fundamentada, ancorada em fundamentos substanciosos. Que belo comentário de estréia, meu caro!

      Confesso que fiquei positivamente surpreso com o que você escreveu acima. Seja sempre muito bem vindo por aqui!

      E quanto ao mérito do seu discurso, eu não tenho como discordar, afinal o discurso do matrimônio é o discurso padrão e quem não está casado sofre retaliações das próprias pessoas ao redor.

      E confesso que – como você muito bem colocou – as pessoas tomam decisões emocionais baseadas em nada a não ser MEDO do universo de oportunidades que o mundo oferece.

      E as estatísticas mostram que a maioria dos relacionamentos terminam como você bem mencionou: “mães solteiras que estão por aí, pais solteiros que se comportam como adolescentes pois casaram muito cedo, aniquilação de patrimônio, pensão, processos, guarda compartilhada, uma tempestade de merda sem fim…”

      Um forte abraço e que esta seja a primeira e muitas participações sua por aqui!

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