Afinal de Contas, Quem É Seu Dono?

Você é despertado pelo barulho – já odiado – do seu smartphone. Ainda com a visão um pouco embaçada, os dedos deslizam sob a tela, buscando erradicar o mais rápido possível o som infernal.

 

Respira fundo, desejando um superpoder de congelar o tempo. Nem que seja por 30 minutos, o tempo suficiente para um cochilo. Tão rápido a fantasia vem, ela vai, e você sabe que o relógio continua a girar. E suas fantasias podem custar um atraso logo na segunda-feira.

 

Você se veste, penteia os cabelos e se dirige a cozinha para comer. Enquanto fatia o pão para colocar o queijo, se pergunta: “- Até quando isto vai ser minha rotina? Quando vou conseguir viver a vida em meus termos? Por mais quantos dias vou precisar fazer isto?” E quando você se recupera desta inquirição a si mesmo, percebe que o pão já está todo em seu estômago. É hora de escovar os dentes e partir.

 

O trânsito é ideal para abrir o WhatsApp, Instagram, Facebook e Twitter. A multidão de carros que se aglomera nas artérias de asfalto é o cenário ideal para uma montanha russa de emoções. O que se passa no trânsito e na tela de seu celular, eclodem uma Babilônia de sentimentos. Raiva, excitação, medo, inveja, depressão, melancolia, felicidade… quantas mudanças emocionais você pode experimentar ao observar a vida dos outros e compará-las com a sua.

 

Eis que um estalo ocorre. A epifania se inicia lentamente eu seu cérebro. Todas aquelas pessoas ao seu redor, engarrafadas junto com você. Quem são estas pessoas que estão 07 da manhã presas no trânsito? O que faz estas pessoas religiosamente fazer esta mesma rotina por 5 dias ao longo de uma semana? Alguma delas estava fazendo por vontade ou por obrigação? Olhe! Olhe para estes rostos! Alguém aparenta estar satisfeito e completamente grato pela vida que está levando?

 

Então a realização da epifania ocorre. Não é livre arbítrio, é um instinto condicionado. Assim como centenas de abelhas em suas colmeias e milhares de formigas em seus formigueiros. É o mesmo padrão, mas estampado em animais com polegares opositores e autoconsciência.

 

Autoconsciência? Talvez esta definição precise de alguns reparos. A hierarquia social promovida por estes mesmos animais já não faz sentido aos seus olhos. As roupas – símbolo hierárquico – já são diferentes ao seu estado pós epifania. Camisas e jeans se misturam a ternos italianos. No fim das contas, todos estão no mesmo barco, mas com assentos diferentes. A geleira está logo ali, pouco importa se é primeira ou terceira classe.

 

Esta decepção representa o atual mundo civilizado. Uma encenação hollywoodiana que vende a liberdade e conforto. Você já vê de outra forma: uma semiescravidão econômica e a homogeneização humana. O mundo agora lhe parece um sistema de servidão no qual todos que estão ali, presos com você no trânsito, não passam de meros instrumentos. Acabaram-se os sonhos. Não tem espaço para inspiração ou aspiração. A regra é transpiração e desespero.

 

Você se tornou um participante involuntário deste jogo obrigatório? Recebeu um ingresso sem direito a restituição para o Mundo Maravilhoso do Genocídio dos Sonhos?  Seguindo todas as leis, regras, normas e convenções sociais, seu papel agora é meramente de um peão com o roteiro mainstream?

 

Tirar notas boas, comprar um smartphone, ir para a Universidade Federal, conseguir um estágio, usar cartões de crédito, se formar, passar em um concurso público, (caso dê errado) arrumar um emprego, financiar um carro, fazer uma Pós- Graduação, arrumar uma namorada, começar um Mestrado, financiar um imóvel, casar, ter filhos, e ensiná-los para tirar notas boas, pois assim podem ingressar numa Universidade Federal…

 

Afinal quem é seu proprietário? Quem tem a propriedade sob você? Quem é seu real dono? Uma pilha de empréstimos no banco? As faturas do cartão de crédito? O financiamento da sua casa? O financiamento do seu carro? A gasolina, o IPVA e o Seguro? Seus familiares? Seus amigos?

 

Quais normas, regras, costumes sociais e normas culturais você seguiu sem questionar? Elas lhe deram a vida que você sonhou? Aceitar o conselho das pessoas comuns que vivem vidas comuns, faz você esperar algo além da média?

 

A sabedoria convencional direciona para uma vida convencional. O sistema tradicional de ensino nunca te ensinou isto – e nem vai ensinar. Portanto cabe a você ir atrás da informação que favoreça suas chances de vitória nesta jornada de longo prazo que chamamos de vida.

 

Tudo o que já aprendi nesta minha jornada, está presente em minhas anotações – sejam elas em papéis ou mentais. E resolvi colocá-las de forma organizada, em forma de capítulos, com uma escrita leve e compatível com a realidade que vivemos: ninguém tem tempo e paciência para livros de 2500 páginas.

 

Então a minha retribuição para a sociedade é um compilado de aprendizados que está disponível ao alcance de todos. A plataforma da Amazon é ideal para ter o acesso imediato e iniciar uma aventura por novos caminhos. A transformação só depende de você.

 

Como sempre digo: Seja Grande.

 

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2 thoughts to “Afinal de Contas, Quem É Seu Dono?”

    1. Olá Cowboy.

      Para sair da matrix é necessário autoconsciência, determinação e constante desenvolvimento intelectual.

      Isso elimina 99% dos concorrentes no meio do caminho.

      Abraço!

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