Renda Passiva: Nem Tudo Que Reluz É Ouro

 

Quando você vai para o seu emprego, está trocando horas de trabalho por dinheiro. Nas horas de trabalho ao longo do dia, você vai gastar energia mental e física para realizar uma atividade que, em contrapartida, será remunerada pelo seu empregador – seja ele privado ou público.

 

Ou seja, para você ganhar dinheiro ao final do mês é necessário esforço, suor, enfrentar o cansaço, a rotina e o estresse. O nome deste dinheiro conquistado é Renda Ativa, pois necessitou de seu esforço direto para ganhar aquela grana.

 

A equação da Renda Ativa é a seguinte: Horas Trabalhadas x Valor Recebido por Hora = Sua Renda. 

 

Cenário 1 – Renda Ativa – 99% da População 

 

Por exemplo, 8 (horas de trabalho por dia) x R$ 20,00 (valor da sua hora de trabalho) = R$ 160,00 por dia. Levando em consideração 20 (vinte) dias úteis por mês, R$ 160,00 x 20 = R$ 3.200,00 recebidos mensalmente.

 

Este é o cálculo que empregados, funcionários, advogados, médicos, engenheiros, dentistas, funcionários públicos utilizam. A única diferença é que empregados de modo geral trabalham para empregadores, e advogados/médicos trabalham para si. No entanto, esta aparente diferença não muda a equação. Ambos trocam horas de trabalho por dinheiro.

 

Aqui vem o primeiro detalhe que passa despercebido por estes profissionais. Já parou para pensar que cada dia é limitado a 24 horas? Ou seja, o máximo que você pode trabalhar por dia são 24 horas. Obviamente que somos seres humanos, então precisamos comer, tomar banho, dormir, socializar, relaxar… O máximo que você realisticamente pode trabalhar por dia varia entre 10 a 14 horas. Este é o limite para pessoas que trocam horas de trabalho por dinheiro.

 

Acontece que eles acreditam que esta é a única forma de ganhar dinheiro e aceitam esta troca de bom grado. São poucas pessoas conhecem a outra forma de ganhar dinheiro. A Renda Passiva é a renda que exige nenhum ou um esforço mínimo para recebê-la. Exemplos de renda passiva incluem: dividendos, juros sobre capital próprio, aluguéis, royalties e participação em negócios os quais não exigem a presença física constante do dono.

 

Cenário 2 – Renda Passiva – 1% da População 

 

A equação da Renda Passiva é a seguinte: Você x Número de Pessoas que Trabalham Por Você = Sua Renda. Ou seja, quando você é dono de um negócio, é possível utilizar as horas de trabalho dos funcionários à seu favor. O limite de 24 horas por dia já não é um obstáculo. Vamos a um exemplo tomando por base o cenário realista de 8 horas por dia.

 

Você = 8 horas
+
Funcionário 1 = 8 horas
+
Funcionário 2 = 8 horas
+
Funcionário 3 = 8 horas
____________________________
Total Diário 32 horas

 

Desta forma, utilizando o exemplo acima, 32 (horas de trabalho por dia) x R$ 20,00 (valor da hora de trabalho) = R$ 640,00 por dia. Levando em consideração 20 (vinte) dias úteis por mês, R$ 640,00 x 20 = R$ 12.800,00 recebidos mensalmente.

 

E o que acontece se você não for mais trabalhar? O funcionário 1, 2 e 3 vão continuar trabalhando em seu benefício. Mesmo que você se ausente, fique doente, vá viajar ou simplesmente esteja de saco cheio, sua renda no Cenário 2 será maior do que no Cenário 1.

 

Vale mencionar o cenário da Renda Passiva recebida dos investimentos, onde você recebe juros sobre empréstimos, aluguéis de imóveis, royalties de produtos vendidos, licenças sobre marcas e dividendos das empresas onde você é acionista. Aqui, basicamente você precisa se certificar que seus investimentos estão em imóveis e empresas de valor, e que o dinheiro foi emprestado para pessoas/empresas/governos que detém condição financeira de pagar o principal e o juros. Este tópico da Renda Passiva recebida dos investimentos merece um post exclusivo, portanto será abordada futuramente.

 

O Perigo Oculto: Renda Ativa Disfarçada de Passiva

 

A Renda Ativa tem um perigo escondido. Basicamente ela é o salário que o trabalhador recebe e exige uma constante necessidade de manter-se ativo para manter o fluxo de renda. Uma vez que um indivíduo opta por parar de trabalhar, a renda também para. Isto é um risco altíssimo, e não ocorre na Renda Passiva.

 

No entanto, existem algumas pequenas armadilhas de rendas ativas disfarçadas de rendas passivas que precisam ser abordados. Alguns negócios exigem tanta presença física dos seus proprietários, consumindo seu tempo, energia e liberdade, que eles basicamente se tornam funcionários travestidos de proprietários de negócios.

 

Um exemplo muito comum são os proprietários de franquias. Mas para ser justo, antes vou abordar as vantagens de uma franquia. Quando você abre uma franquia, o risco de insucesso é reduzido, pois o negócio já é baseado em uma ideia que vingou. Os produtos e serviços já existem no mercado, e você está usando uma marca reconhecida, se beneficiando pela propaganda feita pelo franqueador. Além disto, o franqueador fornece apoio (treinamento, manuais, etc) para você firmar as bases do seu empreendimento e os bancos costumam serem mais propensos a emprestar dinheiro para uma franquia com boa reputação do que um iniciante no mundo dos negócios.

 

Agora é hora das desvantagens de ter uma franquia. Os custos iniciais de compra da franquia, e as taxas cobradas, muitas vezes fazem o franqueado se sentir abusado. Além disto, o contrato de franquia inclui cláusulas que obrigam o franqueado a comprar produtos do franqueador, restringindo como eles podem administrar o ‘próprio negócio’. Não é possível fazer as alterações que desejam e caso queiram passar a franquia pra frente, é necessário a aprovação do franqueador para a venda se concretizar. Por fim, uma porcentagem das vendas é compartilhada com o franqueador, mesmo que ao final da operação não tenha lucro, afinal o porcentual é cobrado sobre a receita.

 

No fim das contas, você como franqueado não tem qualquer posição de poder frente ao franqueador. É claro que esta relação está cristalina desde o começo, pois todas estas cláusulas estão no contrato. Mas, por exemplo, se o seu produto mais vendido for o produto XYZ, e 80% da sua receita ser vinculada depender dele, e o franqueador decidir que este produto não será mais vendido, é o fim. Você verá evaporar 80% do seu faturamento. Pode espernear, chorar, bater a cabeça na parede. Não adianta, a decisão é 100% do franqueador. Você não detém o real controle sobre a produção, estratégia, distribuição, marketing e preços.

 

Conclusão – Qual o objetivo de mencionar o exemplo das franquias?

 

Inúmeros franqueados tem o sonho de serem proprietários de um negócio. A imagem da liberdade está presente em seus sonhos. Ocorre que, infelizmente, muitos passam a ser proprietários de algo que efetivamente não é deles. Apesar das vantagens de ter uma marca consolidada, as restrições e imposições do franqueador lembram mais uma relação entre o dono efetivo do negócio e um gerente, do que a propriedade sobre um negócio para ser chamado de seu. A pressão por manter as coisas no lugar somado a necessidade de ter uma margem lucrativa, tornam muitos proprietários de franquias como se fossem personagens do Cenário 1. Apesar de contar com funcionários, eles não conseguem ter o tempo e a liberdade que o Cenário 2 proporciona.

 

Este exemplo simplório não é exclusivo das franquias. Muitos microempreendedores, empreendedores individuais, e até proprietários de pequenos e médios negócios se vêem presos na rotina do dia a dia, não conseguindo utilizar à seu favor as maravilhas que o Cenário 2 proporciona. Ao invés disto, eles se comportam como se estivessem no Cenário 1 e, indiretamente, trocam tempo por dinheiro – equação esta que visivelmente não leva ao cenário mais próspero.

 

E você? Em qual cenário se encontra hoje em dia? Me conte nos comentários e vamos trocar uma ideia a respeito!

 

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Como sempre digo, Seja Grande.

 

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7 thoughts to “Renda Passiva: Nem Tudo Que Reluz É Ouro”

  1. TR,

    Sou do cenário 2. Pode explorar em outro post este cenário. Ao invés de trabalhar e deixar 3 funcionários, fique na praia e deixe varios funcionários de empresas diferentes, imóveis, escritórios, galpões e etc.

    Abraço.

    1. Este exemplo é ótimo para ser abordado, BPM. É um Cenário 2 alavancado, onde você diversifica entre diversas fontes de renda. No entanto cabe mencionar que este cenário é um pouco mais avançado, e sem dúvida será abordado futuramente.

      Forte abraço.

  2. Olá TR,

    Parabéns pelo post.
    Hoje me encontro nos dois cenários. Porém a minha renda passiva não cobre todas as minhas despesas. Acredito que daqui a 2 anos (no máximo) terei renda passiva suficiente para isso.

    E você já é independente financeiramente?

    Abraços.

    1. Olá Cowboy, obrigado pelo elogio.

      Pelo que te acompanho, tenho certeza que logo chegará lá. Você tem demonstrado uma clareza muito grande nas suas ações, e elas convergem rumo a estrada da IF.

      E em relação a sua pergunta, tem algum palpite?

      Forte abraço!

  3. E ai TR!

    Eu tenho muito receio de franquia justamente por isso que você mencionou, ao invés de se tornar o dono de um negócio o franqueado acaba se tornando um subordinado da franqueadora. Isso é praticamente uma regra quando se trata de grandes franquias.

    Entretanto existem algumas franquias menores, que não tem marcas consolidadas porém contam com excelentes produtos e modelo de negócios inovadores, que oferecem uma relação mais flexível entre franqueado e franqueadora, entretanto nesse tipo de franquia você não terá o ativo “marca reconhecida” a seu favor e, consequentemente, o risco é maior.

    Ademais, construir renda passiva deve ser algo a ser perseguido por qualquer um, de maneiras variadas se possível, quanto mais fontes de renda passiva melhor!

    Abraços!

    1. E aí Sr. Ministro!

      Primeiramente, obrigado pela sua participação, explanando este nicho das franquias menores. Muito interessante este detalhe sobre a maior flexibilidade que algumas permitem aos franqueados. Mas como você bem disse, nestes casos a imagem da ‘marca reconhecida’ também não será usufruída. É um trade off a ser colocado no papel e pensado muito bem antes do aceite.

      E quanto a renda passiva, sem sombra de dúvidas. Quanto mais fontes de rendas passivas, melhor!

      Forte abraço!

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