Comprar ou Alugar? Saiba Como Escolher

 

Agora você quer um espaço seu! Um lugar para relaxar, curtir e se sentir a vontade. Seja solteiro ou casado, homem ou mulher, no início da vida adulta ou no final dela, é o comportamento padrão do ser humano: todos querem um lar próprio. Um lugar para se sentir dono. Um pedaço de tijolo e concreto sob suas rédeas.

 

Mas será que todas as pessoas do mundo pensam assim? Todas elas tem a necessidade de realmente adquirir um imóvel próprio? Bem, como já desconfiamos, é impossível agradar gregos e troianos.  Também é impossível ter uma resposta única para o mundo todo. Para se ter uma ideia, na China, 90% das pessoas são proprietárias (ou estão pagando o financiamento) da casa onde moram. Em contrapartida, na Alemanha são apenas 50%. (Fonte: Bank Of America Merrill Lynch Global Research)

 

Qual motivo explica esta disparidade? Pois bem, a cultura chinesa tem uma forte tendência a valorizar pessoas que possuem imóveis próprios como status social. Inclusive, basta uma pequena pesquisada na internet para encontrar reportagens e depoimentos de homens chineses que alegam não conseguir sucesso nos relacionamentos com mulheres, pois elas percebam que ele não é proprietário de um imóvel. Como estas mulheres fazem esta verificação, eu não faço ideia! Já na Alemanha não existem fatores culturais tão fortes no sentido de incentivar a compra de propriedades para se viver. E qual o cenário no Brasil?!

 

Minha Casa Minha Vida!

 

O Brasil tem uma forte cultura de adquirir imóveis. Acontece que a maioria absoluta das pessoas financiam os imóveis onde vivem. Financiamento imobiliário geralmente significa um compromisso de longo prazo. São poucas as pessoas que têm condições de comprar imóveis à vista. Então quando você está pensando em firmar um compromisso tão longo, sugiro que você faça uma lista de prós e contras.

 

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Obviamente que não vou encerrar o artigo deixando toda a árdua tarefa em suas mãos. Então vamos aos pontos que merecem atenção na hora de elaborar sua tabela.

 

Financiar um imóvel por 30 anos é um compromisso bem arriscado. Este prazo costuma ser crucial para tornar regiões boas em decadentes e regiões de matagais em verdadeiros centros urbanos. A valorização de seu imóvel depende de três fatores essenciais: localização, localização e localização. É isto mesmo! A localização é fundamental para que o seu ativo imobiliário valorize ao longo do tempo.

 

Outro ponto importante à ser analisado são suas ambições pessoais. Quando você financia um imóvel, acaba psicologicamente se prendendo ao local onde ele está localizado. É fato que você pode negociá-lo, ou seja, o famoso “passar o financiamento pra frente”. Mas também é inegável que o lado psicológico do imóvel financiado conta na hora de tomar inúmeras decisões sobre o seu futuro.

 

Não entendeu este último parágrafo? Vou explicar com exemplos! Quando você é jovem, existe um risco real de se ver preso em decisões que envolvem mudanças de cidade, justamente por conta do financiamento. Algumas oportunidades profissionais envolvem mudança de cidade, estado e até país. Muito difícil você aceitar se mudar e continuar pagando as parcelas de um financiamento.

 

Já que estamos falando do lado profissional, outro ponto importante é o risco do desemprego. Com a economia mais dinâmica e as empresas cada vez mais automatizando funções, cada vez menos existe segurança nos empregos tradicionais. Nunca se deve levar como garantido o emprego que você tem hoje, principalmente em um horizonte de longo prazo.

 

” – Tudo bem Termos Reais, eu entendi tudo isto que você falou. Quer dizer então que eu devo obrigatoriamente alugar um imóvel?”

 

“- Não se Barrigue, Sr. Preocupe! Eu vou pagar o Aluguel!”

 

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Quem não se lembra do Seu Madruga convencendo o Sr. Madruga a não ser despejado? Esta cena clássica do Chaves é a imagem que muitas pessoas tem na cabeça quando se fala em aluguel. O aluguel, assim como tudo na vida, tem suas vantagens e desvantagens.

 

Quando você aluga um imóvel, uma parte do seu orçamento fica comprometida com o pagamento dos valores, mas você mantém uma liquidez pessoal. Esta liquidez lhe auxilia para aproveitar as oportunidades de investimento que invariavelmente aparecem em sua vida. Aquela oportunidade de negócio, aquela ação que caiu 70% e você vê valor nela, aquele fundo imobiliário que lhe paga um rendimento mensal, aquele título do tesouro que está pagando 10% + IPCA…

 

Uma vantagem do aluguel é justamente esta: preservar boa parte do capital do inquilino, que pode utilizar as reservas para investimentos e, consequentemente, aumentar o capital no longo prazo. Não é a toa que os bancos não são proprietários dos imóveis onde suas agências são localizadas. O capital imobilizado é um desperdício, visto que eles conseguem empregar este capital nas atividades de empréstimo e ter um retorno sobre o capital muito maior.

 

Nem tudo são flores para os inquilinos. É necessário um fiador ou o pagamento adicional de seguro fiança. Além disto, os contratos de aluguel são reajustados pelo IPCA ou IGPM. Isto significa que quando passamos por épocas de altas inflacionárias o seu contrato será reajustado automaticamente para cima, o que ocasiona em maiores custos arcados pelo inquilino.

 

“- Entendi. Mas então aparentemente o aluguel ainda é mais vantajoso. É isso?”  Nada disso! Temos mais tópicos para abordar sobre comprar x alugar um imóvel. E estes geralmente costumam ser esquecidos por todos!

 

Os Itens Esquecidos

 

Você já percebeu que existem muitos critérios subjetivos para ser inserido na sua planilha comparativa entre Comprar x Alugar um imóvel. Muitas das respostas são extremamente pessoais e em nada a ver tem com os critérios objetivos, como por exemplos gastos de manutenção, impostos e manutenção. Mesmo que os fatores iniciais sejam subjetivos, não significa que não existem premissas objetivas. E são elas que vamos abordar agora, para que possamos chegar a uma conclusão final.

 

1. Coloque no papel o pagamento mensal de aluguel + condomínio + IPTU  x valores mensais à serem desembolsados no financiamento imobiliário (demais taxas, custos e impostos inerentes).

 

2. Não se esqueça de colocar o Custo Efetivo Total do financiamento imobiliário na sua planilha, para que você veja claramente o custo real do financiamento que você está adquirindo.

 

3. Os custos de manutenção do imóvel também devem ser colocados no papel. Isto inclui os gastos com luz, água, gás, internet, pinturas, trocas emergenciais e pequenas reformas essenciais. Em média, estima-se que o custo com manutenção e reparos varia entre 1 – 2% do valor do imóvel por ano.

 

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O custo de uma troca de telhado de uma casa de 120 m² varia entre R$ 8 – 12 mil reais, incluindo madeira, telhas, manta térmica e calhas. 

 

4. O custo real de moradia depende onde você vive. Não apenas a cidade mas o bairro. Não é somente o custo inerente ao imóvel que conta, mas também o custo de transporte, e dos produtos/serviços nas redondezas. Um bairro nobre invariavelmente aumentará todos os outros gastos com produtos/serviços. Em contrapartida, um bairro mais afastado aumentará os gastos com transporte.

 

A Decisão Final

 

As razões para alugar ou comprar estão intimamente ligadas a objetivos pessoais de vida. Você precisa de mobilidade para avançar em sua carreira? Você precisa de flexibilidade para estar apto a alterar os rumos de sua vida, incluindo uma mudança de bairro, cidade e até mesmo país? Você tem uma aplicação mais vantajosa ao seu capital e não quer imobilizá-lo em um ativo por 30 anos? Então o aluguel é recomendado.

 

Você quer fazer o que bem entender na sua casa? Quer ter a liberdade para reformar, ampliar e decorar do seu jeito? Você acredita que a região irá se valorizar fortemente no longo prazo? Você precisa ter uma escritura pública e matrícula de imóvel dizendo que você é proprietário de um imóvel para se sentir bem e satisfeito? Então a compra de um imóvel é recomendada.

 

Agora eu quero ouvir de você. Quais são os seus critérios para viver de aluguel ou comprar o imóvel? Me conte nos comentários!

 

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