O Meu Risco Não é o Seu Risco!

 

” – Eu não invisto em ações. É arriscado demais.”
” – Começar um próprio negócio não é pra mim. É muito risco!”
” – Você é doido de comprar Tesouro Direto? O Brasil vai falir, o que paga não vale o risco!

 

Aposto uma Eternit (R.I.P. ETER3)  que você já falou ou ouviu uma frase dessas!

 

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“- Precisava me lembrar disso,  Termos Reais?” (Barsi ainda tem 26.095.000 de ações da ETER3)

 

Mas afinal de contas, o que é risco?

 

Capital de Risco. Risco país. Risco de inadimplência. Risco econômico. Risco político. Risco soberano… quantas vezes a palavra risco aparece no nosso dia a dia? Nos noticiários financeiros ela é figurinha carimbada. Mas o que significa exatamente o risco?

 

Bem, existem inúmeras formas de definir risco. Por exemplo, na indústria dos seguros, o risco não está na probabilidade de um sinistro ocorrer (um acidente de carro). A indústria de seguros sabe que eles vão acontecer, portanto não está ali o perigo. O risco nos seguros está em quando a acidente vai acontecer e o real tamanho do prejuízo que ocorrerá ( não se sabe quando a batida de carro vai acontecer, e nem o custo total dos prejuízos à serem ressarcidos).

 

No mundo dos investimentos, risco é a probabilidade de uma perda ou queda no valor dos seus ativos. Ele é dividido em duas categorias gerais:

 

(1)  Risco sistêmico: afeta todos os ativos da mesma classe. Não pode ser eliminado por diversificação. Também chamado de risco de mercado. Um exemplo seria o Joesley Day, quando a B3 entrou em Circuit Breaker após a delação do executivo. Neste dia, todas as ações despencaram. Independentemente da sua diversificação, tudo ficou piscando vermelhinho na sua tela do home broker.

 

(2) Risco não sistêmico: é qualquer risco que não esteja relacionado ao mercado. Aqui a diversificação ajuda (e muito!) o pequeno investidor. Voltamos ao exemplo da Eternit. Se você apostou todas suas fichas nela, a empresa te deu uma voadora na nuca. Agora, se a Eternit era apenas uma ação dentro de um portfolio de 20 ações, mesmo que a ETER3 vire pó, você não vai perder noites de sono.

 

Mas a minha definição de risco é muito mais simples que essas…

 

O Meu Risco Não É o Seu Risco

 

Lembra das frases no começo do post? Se você não lembra, volta rapidinho lá pra relembrar.

 

Muitas pessoas dizem que o Tesouro Direto é o investimento mais seguro que existe. Em tese, ele é. Mas e se o Brasilzão começar a balançar nas finanças públicas, e eventualmente o país dê um calote branco (aumento de impressão de moeda para pagar as próprias contas), esses títulos vão realmente ser os mais seguros? Duvido. Deixa eu ilustrar isso com uma história…

 

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A Dívida Pública do Brasil vem crescendo em um ritmo preocupante desde 2014. Se essa gráfico fosse a dívida de uma empresa, você compraria a ação?

 

João, padeiro, 47 anos, tem R$ 40.000,00 guardados após muitos anos de suor e sacrifícios. Durante anos levantou 04 horas da manhã. É um batalhador! Vê na internet qual é o investimento conservador a ser feito e resolve investir tudo em Tesouro Direto. Nosso Johnny tá assumindo um risco muito grande. E sabe por quê? Porque se o governo sacanear, esse cara vai tomar um ferro que vai custar as economias da vida.

 

Boris, empresário, 47 anos, tem R$ 20.000.000,00 (vinte milhões, caso você tenha se perdido nos zeros) e resolve comprar R$ 200.000,00 (duzentos mil) em ETER3. O risco deste cara é quase zero…

 

“- Como assim Termos Reais!? Tá doido?! Todo mundo sabe que a ETER3 tá a beira da falência! Como que pode ser risco zero?”

 

Conclusão

 

É aqui que eu quero chegar…  A minha definição de risco é bem mais simples do que os conceitos acadêmicos. Risco é aquilo que pode impactar negativamente sua vida. Os americanos costumam chamar de downsizing, ou seja, o quanto você perdeu do padrão de vida. Se o João Padeiro se ferrar no Tesouro Direto, a vida dele vai pro brejo. Se o Boris Empresário tomar um fumo na ETER3, a vida dele vai continuar regada a Chivas 18 anos, festinhas em Jurerê e massagens relaxantes no Leste Europeu.

 

Tenha isso sempre em mente quando for analisar riscos na hora de tomar decisões: O Meu Risco não é o Seu Risco! O Barsi, caso a Eternit quebre, não vai perder noites de sono. ETER3 é um percentual ínfimo da carteira do bilionário. Já o pequeno investidor que colocou a vida na ação do amianto, está a beira do precipício. Percebe como é o mesmo investimento, mas com duas percepções de risco completamente diferentes? Louco, não?

 

Isso vale para tudo na vida! Empreender um negócio do zero, investir em ações de small caps, comprar imóveis na planta… são inúmeros exemplos! Para calcular o risco sob a definição do Termos Reais, basta responder a seguinte pergunta: o quanto isto vai impactar minha vida? Tenho certeza que você vai evitar muitas besteiras adotando esta simples estratégia.

 

Se for muito, o risco é alto. Se for pouco, o risco é pequeno. Ninguém sabe melhor dos seus limites do que você!

 

E aí? E pra você? Qual é sua definição de risco? Conta nos comentários!

 

E se você ainda não me conhece, te convido a conhecer minhas redes sociais. Quero convidá-lo a se juntar em nossa família no Facebook (onde já somos mais de 1.700 pessoas), Twitter (1.500 seguidores), e a se inscrever no meu canal do Youtube. E caso queira se aprofundar um pouco mais, te convido a conhecer meu livro, que já está disponível na Amazon.

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